15 melhores filmes de 2014 até agora

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15 melhores filmes de 2014 até agora
15 melhores filmes de 2014 até agora
Nessa postagem faço uma lista dos 15 melhores filmes (obras áudio visuais) da primeira metade do ano. Na verdade aproveito por não ser a lista definitiva…


 

Nessa postagem faço uma lista dos 15 melhores filmes (obras áudio visuais) da primeira metade do ano. Na verdade aproveito por não ser a lista definitiva do final do ano para fazer umas trapaças como incluir uma série de TV, colocar alguns filmes que ainda não estrearam no Brasil e por um longa do ano passado que tinha ficado de fora na lista por que não tinha visto ainda.

15. The Lego Movie

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Quando fui ver “Aventura Lego” esperava um filme divertido, colorido, com senso de humor nonsense característico dos diretores Phil Lord e Chris Miller (Ta chovendo Hambúrguer e Anjos da Lei). Mas quando vi não só tive as expectativas compridas nesses quesitos como vi que o filme tinha uma crítica interessante sobre os automatismos da vida moderna (uma clara sátira a Matrix), o uso de diversos personagens famosos da ficção de forma criativa e diferente do esperado e, o principal, uma reviravolta muito emocional e encantadora. Um grande filme sobre importância de ser criança.

14. O lobo atrás da porta

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“Logo atrás da porta” é um longa-metragem nacional de suspense multipremiado internacionalmente, dirigido pelo estreante Fernando Coimbra. O filme conta a história de um investigador que tenta descobrir a verdade por de trás do sumiço de uma criança e a medida que as pessoas vão sendo ouvidas vamos vendo pela ótica delas o que aconteceu. Usando esse tipo de narrativa (claramente referenciada a Rashomon do Kurosawa) Coimbra cria junto do seu elenco um filme inteligente, com boas reviravoltas e clima angustiante.

Uma perola de suspense, mas também um grande estudo de personagem escondido por trás de um filme de gênero. Deve-se ressaltar atuação brilhante de Leandra Leal que da um show ao criar uma personagem humana e bastante crível. Um filme excelente, angustiante e com um final arrebatador (no seu melhor ou pior sentido).

13. O passado

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O novo trabalho do retorista e diretor Asghar Farhadi (ganhador do Oscar por “A separação”) é um filme aparentemente comum. Mas na verdade é obra cheia de camadas e reviravoltas. O filme conta a história de um casal que se reencontra depois de tempo de separação para legitimar o divórcio oficial, mas por de trás dessa história simples vem um monte motivações e tramas paralelas. Tudo é construído de forma inteligente onde diretor vai entregando as pistas nos momentos certos quase como num suspense, na verdade o filme é uma história intricada e cheia de mistérios. Contada da melhor forma possível.

12. Amantes Eternos

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O filme novo Jim Jarmush (Flores Partidas, Ghost Dog) merece todo respeito do mundo. O longa é um belo filme sobre vampiros e a melancolia que permeia a alma humana. Um filme pessimista, mas poético, sobre os rumos que vem tomando a humanidade: cada vez mais imediatista e fútil. Jim Jarmush usa os vampiros (seres eternos embebidos em arte e cultura) como alter ego para analisar o declínio cultural da humanidade. Mas até o final Jarmush da fagulha de esperança, mas ainda sim panorama é desanimador.

Enfim um tipico filme de Jim Jarmush no melhor sentido: o seu estilo narrativo, diálogos muito bem escritos e cheios de cultura pop, temática sobre imigrantes (mistura cultural e etc). Mais sobre Jim Jarmush pode ser lido aqui: Jim Jarmusch – imigrantes, desajustados e cultura pop

http://youtu.be/6h0A7af-03c

11. Joe

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Os personagens de “Joe” parecem habitar o mesmo mundo sujo e violento de “Killer Joe”. “Joe” é um filme do diretor David Gordon Green dos excelentes “Prova de Amor” e “Contra Corrente”; também das comédias “Segurando as Pontas” e a besteira “Sua Alteza”. Nesse longa que é o segundo filme Gordon Green pós o péssimo “Sua Alteza” ele volta aos dramas intimistas trazendo atuações naturalista e um roteiro muito bem escrito.

O filme conta a história de um garoto forte Gary (Tye Sheridan – Amor Bandido) que cria vinculo com personagem Nicolas Cage (na sua melhor atuação desde Vicio Frenetico).

O filme trás personagens vivendo a merce desse mundo violento e quase sem saída. A cada momento descobrimos quanto mesquinho e cruel é aquele universo seja no trabalho dos homens que envenenam os pinheiros, os tiroteios sem razão, assassinatos por motivos fúteis, a fome, a miséria, aspereza das ações e etc. Um belo filme que funciona como um “Killer Joe” com uma possível redenção, mas não antes “de matar o pinheiros velhos e fracos para renascer mais forte” como diz a metáfora principal do filme. Uma fabula sobre uma fagulha de luz na escuridão humana.

10. Praia do Futuro

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Praia do Futuro é o quarto filme do cultuado diretor Karim Ainouz (O céu de suely, Madame Satã), um belo longa sobre abandono, vontade de viver e vidas sem rumo. No filme Wagner Moura (Tropa de Elite) abandona tudo depois de tragédia, parte para tentar se reencontrar no outro lado do mundo do lado de sua grande paixão. A temática gay que faz tanto barulho de novo aqui é tratada como algo comum que nem devia ser discutida, já que filme é focado muito mais em outros temas e importa muito mais com a alma do personagem do que suas relações amorosas.

Um filme de longos silêncios e planos belíssimos, atuações explosivas e fortes (vide: a briga entre irmãos, as danças, as cenas de sexo e etc). Dividido em capítulos (com títulos belíssimos diga de passagem), uma estética visual incrível (Talvez uma das melhores direções do ano. Perfeito, tecnicamente!), trilha sonora pop muito boa e atuações como já dito hiper-realistas incríveis. Um filme difícil?sim. Mas belíssimo e gratificante!

9. Hoje quero voltar sozinho

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O filme de estreia do diretor Daniel Ribeiro, é baseado no curta “Hoje não quero voltar sozinho” dele mesmo e com o mesmo elenco do longa. Tanto o curta quanto o longa-metragem são experiências deliciosas com ritmo próprio. Divertidos e sensíveis na medida certa.

Funcionando como um filme de escola, ou sobre juventude, o longa se saí muito bem devido ao elenco cheio de carisma e sua qualidade de roteiro. Sem mais delongas, o tema do relacionamento gay no filme é tratado como um relacionamento qualquer, sem qualquer distinção ou afetação (ou sem qualquer questão polemica sobre preconceitos e etc.).É um filme muito mais sobre amadurecimento, descoberta do que qualquer outra coisa. Um longa onde tudo é feito com tanta delicadeza que é impossível não se encantar com ele. Tudo isso guiado por um ótimo roteiro, cheio de diálogos inteligentes e bem naturais, as cenas são de uma beleza sutil (beleza essa movida muito mais pelas interpretações na medida certa e os diálogos suaves do que por qualquer deleite visual gratuito).

O filme ainda tem uma trilha sonora excelente com Cícero, Marcelo Camelo, Belle and Sebastian e The national. Um dos melhores filmes do ano.

8. Inside Llewyn Davis

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“Inside Llewyn Davis” é ultima produção dos aclamados irmãos Coen (Onde fracos não tem vez, Fargo), e nela eles conseguem traduzir de forma unica a atmosfera melancólica do universo folk. O filme conta a história de um músico talentoso Llewyn Davis do titulo, interpretado na medida certa por Oscar Isaac (Legado Bourne), que apesar de todo o seu talento como músico ele nunca consegue alcançar o sucesso devido.

O filme tem elementos característicos do cinema dos Coen como: personagens que parecem surgir de um mundo a parte, toques de humor nonsense e uma fotografia espetacular. Mas diferente dos outros filmes mais famosos do Coen (principalmente as comédias de humor negro) esse é um filme sobre pessoas comuns, sobre a vida cotidiana e o marasmo. Um filme melancólico e cinza, mas que ainda sim é impossível de tirar os olhos dele.

7. 12 anos escravidão

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Em um ano cheio de grandes filmes ganhar o Oscar pode deixar o filme marcado como culpado por injustiças. Mas “12 anos escravidão” é de fato um belo filme. Steven McQueen (Shame) dirige esse filme sobre o horror da escravidão de forma crua e realista, apoiado em uma trilha sonora excelente e uma edição (incluindo uma edição de som que emula um clima de terror) magistral.

Tudo é realizado da forma mais crível e realista possível o que ganha ainda mais força com as atuações espetaculares do elenco, principalmente a de Michael Fassbender (X-men: primeira classe) que na sua terceira parceria com o diretor cria um vilão complexo e realisticamente cruel. Filme maravilhoso! Merecedor dos prêmios que lhe foram conferidos!

6. Tatuagem

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O filme havia sido lançando em 2013, mas como vi somente em 2014 numa mostra em BH ele ficou de fora da minha lista do ano passado. Então resolvi coloca-lo aqui nessa lista. Tatuagem é um filme, dirigido por Hilton Lacerda (roteirista do Amarelo Manga e Febre do Rato) e sublimemente atuado por Irandir dos Santos (Febre do Rato) e Jesuíto Barbosa (Praia do Futuro). O longa conta a história de amor entre um soldado e um artista de teatro marginal em plena ditadura nos anos 70.

Enfim um filme incrível, com personagens autênticos e vívidos, que conta uma história de amor bem humana e realista. Um ótimo filme sobre luta por liberdade, transgressões e afins. E belo um soco no estomago das convenções (uma boa revisitada a tropicália em forma de película).

http://youtu.be/BBSbqd8AntQ

5. Ela

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“Ela” ganhou o premio de melhor roteiro original no Oscar desse ano, com o todo o mérito diga-se de passagem. O texto do roteirista e diretor Spike Jonze (Quero ser John Malkovich, Onde vive os monstros) não é só espetacular pela sua premissa original, mas principalmente pelas as entrelinhas e forma que essa história é contada. Um estudo sobre as relações, sobre solidão e complexidade da vida emocional dos seres humanos. “Ela” é uma ficção não muito distante da realidade, com as perguntas certas e um dos textos (diálogos) mais bonitos e afiados dos últimos anos no cinema.

É importante ressaltar a atuação sublime Joaquin Phoenix (O mestre), a voz doce de Scarlett Johansson (Sob a pele) que consegue conferir realidade a S.O Samantha e todo o elenco de apoio.

4. O Lobo de Wall Street

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Logo de Wall Street é Scorsese no seu melhor momento. Para contar a história do golpista Jordan Belfort e seu império construído com fraudes e corrupção Scorsese escalou Di Caprio para papel principal. E juntos eles fizeram desse longa o filme mais surtado e furioso do ano.

No filme Scorsese abusa de todo seu talento como diretor e consegue dar dimensão a toda loucura e vida de excesso do seu personagem sem se perder nem por um segundo. Di Caprio assim como todo elenco se entrega ao máximo nos seus papeis conferindo realidade necessária a toda aquela loucura. Um filmaço! Digno de ficar ao lado de “Táxi Driver”, “Os bons companheiros”, “Touro Indomável” e etc.

3. Nebraska

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Alex Payne (Os descendentes, Sideways) é um mestre em realizar comédias dramáticas com verniz cínico e acido, mas sempre analisando de forma realista e sincera a natureza do povo americano e seus personagens (nos seus melhores ou mais medíocres momentos). Nesse “Nebraska” ele faz um filme agridoce e melancólico na medida certa.

“Nebraska” é uma fabula sobre um velhinho intransigente e teimoso (Bruce Dern ganhador da palma de ouro de melhor ator em Cannes) que enganado por uma propaganda que diz que ganhou 1 milhão de dólares saí atrás do seu premio. Nessa jornada de redescoberta entre pai e filho, Alex Payne aproveita para estudar a natureza da America, o estados unidos profundo (no seu pensamento mesquinho e cabeças fechadas, mas também na sua esperança e força). O filme é o melhor retrato sobre os Estados Unidos feito em muito tempo, uma viagem ao interior da America no seu melhor e pior. Tudo isso com uma história cheia de personagens encantadores e tridimensionais como pouca vezes vistos no cinema.

http://youtu.be/6oDqB15PjBY

2. True Detective

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True Detective é na verdade é uma série de TV produzida pela HBO, escrita por Nic Pizzolatto, dirigida por Cary Fukunaga (Jane Eyre) e tem no elenco os excelentes Mathew McConayghey (ganhador do Oscar por Clube Compras dallas) e Woody Harrelson (Zumbilândia, Assassinos por Natureza). Enfim True Detective é um grande filme de 8 horas de duração. Não falo só porque usa formato a lá “American Horror Story” onde cada temporada é uma história fechada, mas sim porque aqui toda a construção estética e narrativa é bem cinematográfica de verdade. Incluindo aqui até elipses narrativas e saltos temporais de anos na vida dos personagens. True Detective é cinema feito na TV e não apenas TV comum.

Moral da história alguma das melhores atuações do ano, a direção mais eficiente e segura até agora (incluindo virtuosismos como um plano sequencia genial de quase 15 minutos), uma história aparentemente simples que na verdade levanta questões humanistas, religiosas e filosóficas. Tudo isso de forma ágil e sem soar pretensioso ou chato. Melhor momento da TV pós “Breaking Bad”.

1. Grande Hotel Budapeste

The Grand Budapest Hotel

Com esse seu oitavo longa-metragem, Wes Anderson (Moonrise Kingdom, Rushmore) não só se mantém como um dos mais criativos e inventivos cineastas da atualidade, como parece ter atingido também o ápice do seu cinema. Cinema esse que é extremamente visual, mas que nunca deixar de ser complexo e instigante narrativamente. E esse “Grande hotel Budapeste” é sua mais nova obra prima: com personagens autênticos e cativantes, com clara referencias a Lubitsch (tanto no humor, quanto no visual), com um universo fantasioso bem característico e uma história cheia de camadas, energia e surpresas.

O filme é de longe a obra mais incrível do ano até agora. Esteticamente impecável e narrativamente empolgante e emocionante.

http://youtu.be/BngvDllHqAc

Menções Honrosas

Capitão America 2 – O saldado invernal, X-men: dias de passado esquecido, Fruitvale Station, Robocop, Expresso do amanha, Vidas ao vento, The Broken Circle Breakdown, Clube de compras dallas, Godzilla, A Trapaça, A Jaula de ouro

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