25 melhores filmes de 2014 (Douglas Ribeiro)

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25 – Mesmo Se Nada Der Certo

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Por mais que esse filme soe como uma versão “mainstream” do longa mais famoso do diretor, o espetacular “Apenas uma vez” (um dos meus filmes favoritos), tem algo nesse novo trabalho que me faz identificar muito com ele.

John Carney mostra aqui nesse “Mesmo se nada der certo”, mais uma vez seu grande talento e sensibilidade para contar histórias sobre sonhadores, músicos e etc. Enfim um longa simples, beirando o clichê, mas que possui uma aura intimista toda particular. Um filme delicioso, sensível e gratificante.

24 – O Abutre

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“O abutre” é o longa de estreia do diretor Dan Gilroy, que também assina o roteiro, o filme é um thriller muito tenso e extremamente crítico. Nele o personagem Lou Bloom (Jake Gyllenhaal, brilhante) vê uma grande oportunidade de ganhar dinheiro, e subir na vida, filmando acidentes de carros e atos de violência urbana.

Um impactante, e pessimista, retrato da mídia e da sociedade contemporânea. Afinal quantos “Lou Blom’s” não temos por aí: mesquinhos, frios, intelectualmente e emocionalmente burros, mas inteligentes em questão de alpinismo social e carreirismo barato.

23 – A Montanha Matterhorn

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Apesar dos elogios da crítica, poucos viram esse filme. Eu particularmente achei excelente. “A Montanha Matterhorn” é um filme simples, com premissa pra lá batida: Fred (Ton Kas) é um homem solitário e religioso, que tem sua rotina é alterada quando encontra com Theo (René van ‘t Hof), um homem esquisito, abobado e que raramente fala algo. A partir daí, o filme vai se tornando mais complexo e cheio de camadas: envolvendo sentimentos reprimidos, amizades incomuns, questionamentos religiosos e etc.

O resultado é um grande filme, sensível, sutil e extremamente pungente.

22 – O homem duplicado

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“O homem duplicado” é um filme muito difícil, cheio metáforas, enigmas, simbolismos e afins. O longa, do ótimo diretor Denis Villeneuve (Os supeitos), é na verdade um interessante e angustiante estudo, praticamente uma espécie de quebra cabeça, psicológico sobre seu personagem principal.

Enfim, por mais que seja difícil, para alguns impossível, decifrar por inteiro o filme, é indiscutível a qualidade e capacidade do longa de imprimir um clima de pesadelo e paranoia. E isso que o filme nos propõe, o filme nos convida a entrar dentro da mente dessa figura angustia e melancólica que vemos na tela.

21 – O Passado

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O novo trabalho do retorista e diretor Asghar Farhadi (ganhador do Oscar por “A separação”) é um filme aparentemente comum, mas que na verdade esconde uma obra cheia de camadas e reviravoltas. O filme conta a história de um casal que se reencontra depois de tempo de separação para legitimar o divórcio oficial, mas por de trás dessa história simples vem um monte motivações e tramas paralelas.

Tudo é construído de forma inteligente, o diretor vai entregando as pistas nos momentos certos quase como num suspense. E então o filme aparentemente simples, se torna uma história intricada e cheia de mistérios. Grande filme!.

20 – Amantes Eternos

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O filme novo Jim Jarmush (Flores Partidas, Ghost Dog) merece todo respeito do mundo. O longa é um belo filme sobre vampiros e a melancolia que permeia a alma humana. Um filme pessimista, mas poético, sobre os rumos que vem tomando a humanidade: cada vez mais imediatista e fútil. Jim Jarmush usa os vampiros (seres eternos embebidos em arte e cultura) como alter ego para analisar o declínio cultural da humanidade.

Enfim um tipico filme de Jim Jarmush no melhor sentido: o seu estilo narrativo, diálogos muito bem escritos e cheios de cultura pop, temática sobre imigrantes (mistura cultural e etc). Mais sobre Jim Jarmush pode ser lido aqui: Jim Jarmusch – imigrantes, desajustados e cultura pop

19 – Joe

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Os personagens de “Joe” parecem habitar o mesmo mundo sujo e violento de “Killer Joe”. “Joe” é um filme do diretor David Gordon Green dos excelentes “Prova de Amor” e “Contra Corrente”; também das comédias “Segurando as Pontas” e a besteira “Sua Alteza”. Nesse longa, que é o segundo filme Gordon Green pós o péssimo “Sua Alteza”, ele volta aos dramas intimistas trazendo atuações naturalista e um roteiro muito bem escrito.

O filme conta a história de um garoto forte Gary (Tye Sheridan – Amor Bandido) que cria vinculo com personagem Nicolas Cage (na sua melhor atuação desde Vicio Frenético).

O filme trás história de personagens que vivem a merce de mundo violento e quase sem saída: onde protagonista trabalham envenenando os pinheiros, onde há sempre assassinatos por motivos fúteis, cheio de fome, miséria e brutalidade. Uma bela, e obscura, fabula sobre uma fagulha de esperança na podridão humana.

18 – Como treinar seu dragão 2

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Como toda grande animação “Como treinar seu dragão 2”, tem uma direção de arte incrível, um design produção belíssimo e qualidades técnicas inquestionáveis. Além, claro de momentos engraçados e cheios de aventura.

Mas, a grande qualidade de “Como treinar seu dragão 2” está no seu respeito com os personagens e público, uma vez que não tem medo de tocar em temas duros e fortes. Prepare para uma ótima aventura, mas deixe o lenço por perto porque seus olhos podem suar durante a projeção.

17 – Praia do Futuro

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Praia do Futuro o quarto filme do cultuado diretor Karim Ainouz (O céu de suely, Madame Satã) é um belo longa sobre abandono, vidas sem rumo, futuro e destino.

Um filme de longos silêncios e planos belíssimos, atuações explosivas e fortes (vide: a briga entre irmãos, as danças, as cenas de sexo e etc). Dividido em capítulos (com títulos belíssimos diga de passagem), uma estética visual incrível (Talvez uma das melhores direções do ano. Perfeito, tecnicamente!), trilha sonora pop muito boa e atuações como já dito hiper-realistas e incríveis. Um filme difícil?sim. Mas belíssimo e gratificante!

16 – Relatos Selvagens

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Relatos Selvagens é o filme mais divertido que eu vi esse ano. Ele é uma comédia de humor negro argentina que conta pequenas histórias, aparentemente comuns, mas que acabam tomando dimensões gigantescas e absurdas (e geralmente violentas).

O filme tem ao seu favor, um elenco afiado e um roteiro inteligentíssimo, cheio de ótimas sacadas. Provavelmente a melhor comédia do ano.

15 – 12 anos de escravidão

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Em um ano cheio de grandes filmes, ganhar o Oscar pode ser uma maldição e deixar o longa marcado como culpado por certas injustiças. Mas “12 anos escravidão” é de fato um belo filme. Steven McQueen (Shame) dirige o longa de forma crua e realista, apoiado em uma trilha sonora excelente e uma edição magistral.

Tudo é realizado da forma mais crível e realista possível, o que ganha ainda mais força com as atuações espetaculares do elenco, principalmente a de Michael Fassbender (X-men: primeira classe) que na sua terceira parceria com o diretor cria um vilão complexo e realisticamente cruel. Filme maravilhoso! Merecedor dos prêmios que lhe foram conferidos!

14 – Planeta dos Macacos: O confronto

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“Planeta dos Macacos: O confronto” é de longe a melhor super produção do ano. Com a ótima e elegante direção Matt Reves; o clima tenso e realista, proposto pela direção de arte e a sua fotografia; o ótimo elenco de apoio; efeitos especiais de qualidade inquestionáveis; e um roteiro cheio qualidades e alegorias interessantes. Um filmaço. pessimista, inteligente e empolgante!

Leia crítica inteira aqui: PLANETA DOS MACACOS: O CONFRONTO

13 – Hoje quero voltar sozinho

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O filme de estreia do diretor Daniel Ribeiro, é baseado no curta “Hoje não quero voltar sozinho” dele mesmo, e com o mesmo elenco do longa. Tanto o curta, quanto o longa-metragem, são experiências deliciosas com seu ritmo próprio. Divertidos e sensíveis na medida certa.

Funcionando como um filme de escola, ou sobre juventude, o longa se saí muito bem devido ao elenco cheio de carisma e suas qualidades de roteiro. Sem mais delongas, o tema do relacionamento gay no filme é tratado como um relacionamento qualquer, sem qualquer distinção ou afetação.

Um longa onde tudo é feito com tanta delicadeza, que é impossível não se encantar com ele. Tudo, guiado por um ótimo roteiro, cheio de diálogos inteligentes e bem naturais, e as cenas de uma beleza sutil (beleza essa, movida muito mais pelas interpretações na medida certa e os diálogos suaves, do que por outro qualquer deleite visual gratuito).

O filme ainda tem uma trilha sonora excelente com Cícero, Marcelo Camelo, Belle and Sebastian e The national. Um dos melhores filmes do ano!

12 – Inside Llewyn Davis

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“Inside Llewyn Davis” é a ultima produção dos aclamados irmãos Coen (Onde fracos não tem vez, Fargo). O filme conta a história de um músico talentoso Llewyn Davis do titulo, interpretado na medida certa por Oscar Isaac (Legado Bourne), que apesar de todo o seu talento como músico, nunca consegue alcançar o sucesso requerido.

O filme tem elementos característicos do cinema dos Coen como: personagens que parecem surgir de um mundo à parte, toques de humor nonsense e uma fotografia espetacular. Mas, diferente dos outros filmes mais famosos do Coen (principalmente as comédias de humor negro) esse é um filme sobre pessoas comuns, sobre a vidas cotidianas e marasmo. Um filme melancólico e cinza, mas que ainda sim é impossível de tirar os olhos dele.

11 – A Imagem que falta

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“A Imagem que falta” é um incrível documentário baseado nas memórias do seu diretor, Rithy Panh, que tinha 13 anos quando exérico Khmer Vermelho tomou poder no Comboja, resultando num terrível genocídio que vitimou aproximadamente 2 milhões de pessoas. Enfim, mais que um filme, um retrato urgente, questionador e muito pessoal sobre um dos momentos mais obscuros da história do mundo.

Para recriar aquela realidade que viveu, o diretor usa videos da época, belíssimas maquetes e bonecos de argila. O resultado é um lírico e triste passeio por um dos momentos mais negros da humanida.

10 – The normal heart

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The Noralm Heart é um telefilme, incrível, sobre o surto da AIDS nos EUA nos meados dos anos 80, quando a doença ainda era chamada de “Câncer Gay” e matava em pouquíssimo tempo.

Um filme ao mesmo tempo emotivo e impactante, afinal o longa toca em assuntos pertinentes e discussões políticas que precisam sempre ser revisitadas. Um dos trabalhos mais bonitos desse ano.

9 – Garota exemplar

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Garota Exemplar é muito mais que um ótimo suspense (cheio de reviravoltas e momentos empolgantes), é na verdade uma perspicaz estudo sobre a mídia e a instituição do casamento. Enfim, é novo trabalho David Fincher (Clube da Luta, Seven, Rede Social), que novo prova seu talento para contar histórias: com seus enquadramentos belíssimos e sutis (e cheio de pistas), ótima direção de atores e domínio no ritmo narrativa.

É valido ressaltar a performance da atriz Rosamund Pike, que cria uma personagem complexa e cheia de camadas. Um grande filme! Obrigatório!

8 – Tatuagem

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O filme havia sido lançando em 2013, mas como vi somente em 2014 numa mostra em BH ele ficou de fora da minha lista do ano passado. Então resolvi coloca-lo aqui nessa lista. Tatuagem é um filme, dirigido por Hilton Lacerda (roteirista do Amarelo Manga e Febre do Rato), com ótimos Irandir dos Santos (Febre do Rato) e Jesuíto Barbosa (Praia do Futuro). O longa conta a história de amor, entre um soldado e um artista de teatro marginal, em plena ditadura militar nos anos 70.

Enfim um filme incrível, com personagens autênticos e vívidos, que conta uma história de amor bem humana e realista. Um ótimo filme, sobre luta por liberdade, transgressões artísticas e humanas. E belo um soco no estomago das convenções!

7 – O Lobo de Wall Street

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Logo de Wall Street é Scorsese em um dos seus melhores momentos. Para contar a história do golpista Jordan Belfort e seu império construído com fraudes e corrupção, Scorsese escalou Di Caprio para papel principal. E juntos eles fizeram desse longa, o filme mais surtado e furioso do ano.

Scorsese abusa de todo seu talento, e conhecimento, como diretor para recriar no filme toda loucura e vida de excesso do seu personagem. Di Caprio, assim como todo elenco se entrega ao máximo nos seus papeis, conferindo a realidade necessária aqueles avatares. Um filmaço! Digno de ficar ao lado de “Táxi Driver”, “Os bons companheiros”, “Touro Indomável” e etc.

6 – O Ato de matar

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“O Ato de Matar” é o filme (documentário) mais terrível dos últimos anos. Nele assassinos que mataram milhares de pessoas durante o genocídio da Indonésia, são convidados a reencenar os seus crimes e comentar eles.

Mas apesar de todo peso da história, o longa não é sempre solene, as vezes muito pelo contrário, como estamos sendo guiados pelos algozes, o filme é cheio de um humor negro e um sadismo de revirar o estomago. O filme é um grande soco no estomago, afinal estamos seguindo assassinos que vivem como reis, são vaidosos e vangloriam de seus atos. Difícil! Mas, muito impactante e necessário!

5 – Ela

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“Ela” ganhou o premio de melhor roteiro original no Oscar, com o todo o mérito diga-se de passagem. O texto do roteirista e diretor Spike Jonze (Quero ser John Malkovich, Onde vive os monstros) não é só espetacular pela sua premissa original, mas principalmente, pelas as entrelinhas e pela forma que a história é contada. O longa é um lindo estudo sobre as relações amorosas, a solidão e a complexidade da vida emocional dos seres humanos. “Ela” é uma ficção, não muito distante da realidade, com as perguntas certas, e com um alguns dos mais bonitos e afiados textos, dos últimos anos no cinema.

4 – Nebraska

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Alex Payne (Os descendentes, Sideways) é um mestre em realizar comédias dramáticas com verniz cínico e acido, mas sempre analisando de forma realista e sincera a natureza de seus personagens (nos seus melhores ou mais medíocres momentos). Nesse “Nebraska” ele faz um filme agridoce e melancólico na medida certa.

“Nebraska” é uma fabula sobre um velhinho intransigente e teimoso (Bruce Dern ganhador da palma de ouro de melhor ator em Cannes), que enganado por uma propaganda que diz que ganhou 1 milhão de dólares, saí atrás do seu premio. Durante esse road movie, Alex Payne aproveita para estudar a natureza da America, o EUA profundo (no seu pensamento mesquinho e cabeças fechadas, mas também na sua esperança e força). O longa talvez seja o melhor retrato sobre os Estados Unidos, feito em muito tempo, uma viagem ao interior da America no seu melhor e pior. Tudo isso com uma história cheia de personagens encantadores e tridimensionais como pouca vezes vistos no cinema.

3 – Boyhood

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Boyhood é o famoso filme, do cineasta Richard Linklater (da trilogia “Antes do Amanhecer” e etc, Escola do Rock), que levou 12 anos para ser feito. O diretor se reuniu com a sua equipe durante 12 para filmar esse longa.

O longa conta a história de amadurecimento do jovem Mason (Ellar Coltrane, cujo quem acompanhamos desde 5 anos de idade até os 18) e sua relação com o mundo e sua família.

Enfim, lógico que o processo de produção diferenciado agrega muito valor a obra, afinal é realmente tocante e lindo a gente ver os personagens envelhecendo diante dos nossos olhos. Mas, o que faz de Boyhood, realmente, um grande filme é a direção segura e quase naturalista de Richard Linklater, a vitalidade e vontade de todo elenco, e claro o roteiro aparentemente simples, formado a partir de pequenos momentos.

Um filmaço, cujo suas maiores qualidades são: a simplicidade, a capacidade de gerar reflexão e de emular sentimentos muitas vezes esquecidos por nós.

2 – O Grande Hotel Budapeste

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Com esse seu oitavo longa-metragem, Wes Anderson (Moonrise Kingdom, Rushmore) não só se mantém como um dos mais criativos e inventivos cineastas da atualidade, como parece ter atingido também o ápice do seu cinema. E esse “Grande hotel Budapeste” é sua mais nova obra prima: com personagens autênticos e cativantes, com clara referencias a Lubitsch (tanto no humor, quanto no visual), com um universo fantasioso bem característico da sua filmografia e uma história cheia de camadas e surpresas.

Esteticamente impecável e narrativamente empolgante e emocionante.

1 – O homem mais procurado

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“O homem mais procurado” é um filme de espionagem ancorado no mundo real, onde há muito pouco espaço para explosões e tiroteios mirabolantes. O longa na verdade retrata, a melancolia, o clima de paranoia e de intrigas politicas no mundo real da espionagem. Algo bem próximo do excelente, e recente, “Espião de sabia demais” que também é baseado na obra de John Le Carré, assim como esse filme.

“O homem mais procurado” tem uma direção muito elegante e funcional, um roteiro coeso, uma direção de arte e fotografia muito adequada (que serve como forma de evocar a frieza e a melancolia daquele universo), além de atuações espetaculares. Falando em atuações Philip Seymour Hoffman da um show, numa das suas melhores performance, como um decadente e solitário espião.

Um filmaço, complexo, inteligente, tenso, incisivo e cruel. Para mim de longe o melhor filme do ano!

Menções Honrosas:Era uma vez em Nova York; Uma avetura lego; Duna Jodorowsky (documentário); O lobo atras da porta; Glória; Tarja branca (documentário); A Última Parada; O Maravilhoso Agora; A Trapaça; Alabama Monroe; Clube de Compras Dallas; Robocop; Expresso do Amanhã; Vidas ao vento; Godzilla; A jaula de ouro; The Raid 2: Berandal; Um profundo mar azul; Sob a pele; Calvary; The hover; The homesman; The square (documentário); Interstellar; Jogos vorazes: a esperança; O menino e mundo; Uma noite; País e filhos; A melhor oferta; A walk among the tombstone;

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