Melhores filmes de 2013 – 1 a 10

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Segue aqui a segunda parte da lista dos melhores filmes de 2013. Confira os 10 primeiros colocados:

10 – O mestre

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Thomas Paul Anderson é o melhor cineasta da atualidade na minha humilde opinião. Ele tem uma carreira espetacular: com obras primas como “Magnólia” e “Sangue Negro”; e filmes excelentes como “Boogie Nights”, “Embriagado de Amor” e agora esse o “O Mestre”. “O Mestre” é tecnicamente perfeito, com atuações monstruosas e uma narrativa complexa cheia detalhes e construções intricadas. O filme é um estudo complexo sobre a natureza dos dois personagens principais. Enfim uma perola que mira nas discussões sobre religião, sexo e obsessão como é recorrente na carreira do diretor. Grande filme!

9 – Os suspeitos

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Os suspeitos tem um roteiro simples, mas muito bem cuidado. Na mão de qualquer outro diretor teríamos um bom filme, mas nas mãos do talentoso Dennis Villeneuve temos um suspense com drama espetacular sobre obsessão e perda. Enfim um grande filme doloroso, angustiante e empolgante. As atuações vão muito além do lugar comum, a direção tem uma elegância e uma inteligencia muito acima da média e o roteiro como já foi dito é muito bem construído (sem firulas, o que talvez o torne até previsível). Mas resultado é intrigante e desesperador. Cinema bem realizado e que da gosto de ver.

8 – Gravidade

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Uma aula de cinema. A direção mais meticulosa e complexa do ano. Um filme tecnicamente perfeito. Os efeitos especiais são realmente revolucionários. Digam o que quiserem Cuarón construiu marco. Ok, roteiro é simples até comum demais. As atuações são muito boas, mas nada além disso. Mas pesando na balança como telespectador comum é de longe um dos filmes mais empolgantes e emocionais do ano. Já com olhar mais técnico todos defeitos quase somem perante a tanta virtuose e beleza. Com o melhor dos dois mundos temos um dos melhores e mais arriscados filmes do ano.

7 – Indomável sonhadora

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Muitos vão chiar. Afinal esse filme tem dividido opiniões. Posso até aceitar algumas falhas do filme, mas devo admitir que a atuação quase sobre humana da pequena Quvenzhané Wallis (provavelmente ela nunca mais vai repetir isso), a trilha sonora evocativa e emocionante, a direção simples mais muito eficiente tiveram efeito muito positivo sobre mim. Realmente me emociono e fico empolgado com a jornada dos personagens desse filme. Que para mim é um dos melhores do ano. Uma das melhores homenagens e estudos sobre os efeitos do Furacão Katrina e a resistência e felicidade daquele povo.

6 – Django Livre

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Tarantino vem homenageando os western a anos nos seus filmes com músicas, técnicas de filmagem e ambientações. E agora com “Django Livre” ele finalmente abraça o gênero de verdade e não desaponta. “Django Livre” é um grande filme divertido, inteligente, atores muito bons, uma trama “Tarantinesca” e muito intensa. Tarantino fazendo o que sabe de melhor: diálogos fluidos e inteligentes, muito sangue, brincando com a mitologia da cultura pop (aqui como em Bastardos Inglorius com a própria história americana). Aqui nesse longa ele até se da luxo de ter um final mais tradicional para agradar um maior publico, afinal ele está homenageando o gênero que mais ama. Logo ele queria que todos gostassem da experiencia assim como ele está gostando de fazer o filme.

5 – O som ao redor

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A estreia de Kleber Medonça como diretor de longas metragens é esplendida. Anos fazendo curtas e trabalhando como crítico de cinema ele experimentou várias idéias juntou algumas e criou um microcosmo fantástico para ser analisado. No caso uma rua do recife que aqui serve para uma analise complexa e abrangente sobre todo Brasil. Poucos filmes são capazes de causar o efeito que esse filme causa. Estudando os medos, os detalhes do cotidiano da classe média, os efeitos do coronelismo, o medo da violência e criminalidade e etc. Tudo isso cheio de um humor perspicaz e cinismo (a cena da reunião de condomínio é uma das mais engraçadas do ano). Tecnicamente impecável, uma edição de som magistral, direção elegante (influenciada por anos de estudos e dedicação ao cinema) e por fim um roteiro inteligentíssimo e muito bem amarrado.

4 – Antes da meia-noite

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O diretor Richard Linklater e os atores Ethan Hawke e Julie Delpy escreveram o nome na história do cinema com essa trilogia romântica iniciada em 1995 e concluída agora em 2013. Juntos eles construíam uma das melhores história de amor dos últimos anos. Os filmes seguem um intervalo de tempo real entre eles, por isso agora nessa terceira parte voltamos para ver como está o casal Céline e Jesse 9 anos depois do segundo filme. E novamente temos diálogos afiados inteligentes, direção naturalista e elegante (longos planos sequencias por exemplo) e roteiro com situações comuns, mas que dão um tom de realidade e sensibilidade a história. Mais acido que os anteriores, mas tão inteligente e terno quantos seus antecessores. Um dos finais mais belos e espetaculares do ano (e talvez da história do cinema).

3 – Amor

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Na mão de um “Spielberg da vida” esse filme seria um dos melodrama mais forçados da história do cinema. Mas se tratando de Michael Haneke essa história triste e emocional se tornou em um dos filmes mais doloridos e difíceis de se vê do ano. Atuações de cortar o coração dividem atenção com a direção seca e angustiante do diretor. Temos momentos cheios de simbolismo como os pombos e sonhos; Temos momentos emocionantes como as cenas de devoção e carinho; Mas temos também cenas triste e angustiantes. Mas no fim nada, simplesmente nada, nos prepara para o final que caí sobre telespectador como tijolo sobre o coração.

2 – Francis Ha

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Francis Ha é um filme delicioso de ser visto. Filmado em preto e branco e com um tom naturalista, tem um clima que remete a Novelle Vague Francesa. Noah Baumbach aqui saí do seu universo de comédias dramáticas aborrecidas e cria com o auxilio da excelente e carismática atriz Greta Gerwig uma das personagens mais vividas e tridimensionais do cinema atual. Francis Ha é um achado, um grande filme com potencial para se tornar um clássico moderno. Melancólico sem deixar cair na tristeza sem fim e positivista sem cair na auto ajuda. Um filme na medida. Um filme para ficar com sorriso no rosto.

1 – Killer Joe

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Willian Fridekin é um dos últimos grandes diretores da “Nova Hollywood” (anos 70) em atividade. Ele é um dos diretores mais controversos e incisivos da sua geração (provavelmente o mais “sangue no olho”). São dele: “O exorcista”, “Operação França”, “Comboio do medo” e chocante “Possuídos”. “Killer Joe” é segunda parceria do diretor com o dramaturgo Tracy Letts que escreveu as peças e adaptou os roteiros dos citados: “Killer Joe” e “Possuídos”. “Killer Joe” é um dos filmes mais impressionantes do ano: direção impactante e classuda, atuações fortes (surtadas) e um roteiro absurdo e complexo. O filme é cheio de humor negro (para novatos em Fridekin é como se fosse um Tarantino sem filtro), com personagens desfuncionais que parece ter saído da família Leatherface do “Massacre da serra Elétrica”. Ambientação suja e personagens sem qualquer moral. O filme é um estudo sobre o pior da natureza humana. Filmaço! O clímax é uma das cenas mais WTF das história do cinema! Chocante, terradora e desisto aqui… indescritível.

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