Melhores filmes de 2013 – 11 a 20

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Finalmente! É quase fevereiro mas agora consegui um tempo para a fazer lista dos melhores filmes de 2013. A seguir a primeira parte da lista dos 20 melhores de 2013 segundo a gente aqui do uvarau.

20 – Elena

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Esse belíssimo documentário dirigido por Petra Costa conta a trágica história de Elena que tinha viajado para Estados Unidos em busca do sonho de se torna atriz e bailarina. A partir de uma narrativa fluida e emocional a diretora (e irmã da Elena do titulo) investiga os caminhos e os sentimentos da irmã nessa jornada. O documentário trata de um tema extremamente particular e doloroso, mas consegue ser universal ao estudar dor da perda, sonhos, arte, solidão e amor. Profundo e bem realizado!

19 – a grande beleza

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Espalhafatoso, exagerado e esteticamente espetacular! O mundo da arte e alta classe é demonstrado aqui sem qualquer julgamento ou crítica ou filtro. O filme estuda a melancolia de um personagem que vive tentando encontrar a dita “grande beleza” perdida no meio da futilidade e vazio humano da alta sociedade. O filme de Paolo Sorrentino é uma obra unica, paga tributo a Fellini mas é forte o suficiente para ser original e único. Navegando entre o vazio existencial de seu personagem, futilidades, alegrias, tristezas e a grande beleza do titulo. A grande Beleza é um filme incomum e belo!

18 – A hora mais escura

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Depois de ganhar Oscar pelo tenso “Guerra ao terror” a diretora Kathryn Bigelow, invés de descansar, encontrou uma história tão controversa e difícil quanto seu longa anterior para ser seu próximo filme. No caso “A hora mais escura” um filme sobre a captura ao terrorista Osama Bin Landen. Um filme tenso, inteligente e complexo. A principal sacada do filme é que ao invés de ser apenas thriller de ação comum, o longa é um sufocante estudo de personagem. Jessica Chastain cria uma personagem obcecada e forte como poucas vezes vista no cinema. Filmaço que faz jus aos clássicos políticos investigativos da 70.

17 – Procurando sugar man

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Surpreendente e Emocionante são os adjetivos que melhor aplicam a esse ótimo documentário. O documentário investiga a carreira, o que aconteceu e que fim levou o músico folk Sixto Rodriguez. Que na década de 70 lançou dois discos (muito bons) sem nunca ter feito sucesso. A primeira reviravolta dessa história é que os discos de Rodriguez fizeram um sucesso estrondoso na Africa se tornando simbolo na luta contra Apartheid e vendendo mais discos que Elvis por exemplo naquele país. O filme é espetacular nós faz pensar quanta gente talentosa se perde por aí. Cheio de reviravoltas e inteligente. Uma incrível história real! Filmaço!

16 – Mud (Amor Bandido)

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Mud é um filme espetacular sobre ritos de passagem, o encontro e a perda do amor. Jeff Nichols que havia feito anteriormente o brilhante “O Abrigo” faz aqui um filmaço sobre descobertas e amadurecimento. Dois adolescentes encontram um fugitivo Matthew McConaughey (em outra interpretação excelente) perdido numa ilha vivendo como mendigo e criam uma relação de cumplicidade com ele. O senso de aventura, a dor do amor perdido e violência pelos olhos de um adolescente contados de forma inteligente e sem firulas.

15 -Blue Jasmine

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A volta de Woody Allen aos dramas é uma releitura pontual de “Uma rua chamada pecado”. Aparências, falsa moralidade e mascaras da sociedade com a cortesia do texto hábil do velho Allen. O filme do Woody Allen tem um ótimo texto, a direção característica (tradicional dele) e uma montagem não linear interessante. Mas a grande qualidade do longa é sem duvida a atuação espetacular Cate Blanchett. Blanchett é a verdadeira dona do filme carregando nos ombros o peso da personagem e construindo as nuanças da personagem nos mínimos detalhes. Chega ser doloroso assistir sua jornada.

14 – A caça

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Thomas Vinterberg é um diretor sem meios termos. Ele surgiu para o mundo dentro do movimento “Dogma 95” com o cruel e cínico “Festa de família”. De lá para cá deu umas deslizadas até voltar no impactante e espetacular “Submarino” de 2010. Mas esse a “A caça” é o seu trabalho melhor trabalho, pelo menos o mais maduro. O filme tem o excelente ator Mads Mikkelsen como protagonista que da um show a parte. Enfim um filme que trata um tema controverso e polemico de forma unica e cheio detalhes, sem pesar mão ou se exceder o filme trata o tema do julgamento popular, certo e errado, verdade e mentira com uma inteligencia impar.

13 – Star Treck – Além da escuridão

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J. J. Abrams fez mágica de novo. Ele conseguiu criar outro grande filme da já desgastada franquia Star Treck (que agora merecidamente ganha novo folego). Um excelente roteiro, uma dinâmica entre os personagens super funcional, produção impecável, cenas de ação e aventura muito bem realizadas e empolgantes. Um grande filme: emocional na medida, colorido sem exageros, “dark” o bastante para entendermos o tamanho da ameaça e com vilão brilhante e realmente ameaçador interpretado pelo ótimo Benedict Cumberbatch. Quem venha o novo Star Wars e o Star Treck (que será dirigido por outro diretor, mas ainda está sobre a produção de Abrams).

12 – Ferrugem e osso

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Jacques Audiard é um dos meus cineastas favoritos dessa geração. Ele consegue criar de forma inteligente um cinema que flerta com submundo e violência e ao mesmo tempo com a poesia e o sensível (vide: “De tanto bater meu coração parou” e “O profeta”). Nesse “Ferrugem e osso” ele chega ao limite do seu estilo ao contar uma história extremamente trágica, que na mão de outro diretor séria um melodrama dos infernos, de forma áspera e ao mesmo tempo humanista e sensível. Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts criam personagens tridimensionais e criveis. Ela uma pessoa comum vitima de uma tragedia e ele bronco que vive a margem da sociedade com seu filho. A união dos dois é ao mesmo tempo tocante e brutal. Violência, submundo, amor, tragedias e Bon Iver. Um dos melhores filmes do ano fácil!

11 – Capitão Phillips

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Paul Grangress é um cineasta de cinema urgente. Apareceu pro mundo no genial “Domingo Sangrento” com um cinema semi-documental e impactante. Depois teve uma chance no mainstraem onde ele conseguiu elevar para outro nível o cinema de ação misturando seu estilo realista com o cinema pipoca. O resultado foram os especulares “Supremacia Bourne” e “Ultimato Bourne”. E agora com “Capitão Phillips” ele mostra maturidade e competência sabendo unir o melhor dos dois mundos nesse que é de longe o filme mais tenso do ano. Sem definir vilões ou dividir o filme em bem e mal cria uma situação sufocante, complexa e crível. Ótimas atuações, edição desesperadora, trilha sonora incensante e direção muito acima da média. Filme para se contorcer de agonia na poltrona.

Menções Honrosa

Azul é cor mais quente; Drinking Buddies; Upstream color; Oslo, 31 de agosto; Nota de rodapé; Camille caudel 1915; A morte do demônio; Evocação do mal; Era uma vez em Anatólia; Lado bom da vida; O homem de aço; Espuma dos dias; Marighella; Las Acacias; Behind of Candelabra; Tabu; A memória que me contam; Bem vindo aos 40; Reality – A grande ilusão; Rush;

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