Trilogia Mad Max e mais George Miller

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Depois de quase 30 anos a série cinematográfica Mad Max vai voltar. Aproveitando essa deixa resolvi fazer esse post sobre a trilogia original e o seu diretor.

George Miller

George Miller é um cineasta australiano nascido em 3 março de 1945, embora ele tenha estudado medicina acabou tomando um rumo completamente diferente na vida. Miller investiu na carreira de cineasta, roteirista e produtor se tornando um dos mais cultuados artistas da sua geração. Seu primeiro grande projeto no cinema, foi justamente o arrojado e corajoso (e barato) “Mad Max” de 1979. “Mad Max” é um de filme de vingança e perseguição automobilística situado em um mundo apocalíptico cheio de pessoas surtadas e extremamente violentas. O longa que foi feito com um orçamento reduzido se tornou um grande sucesso de publico e crítica. O que permitiu George Miller desenvolver e expandir ainda mais sua principal criação no longa seguinte: “Mad Max 2: A caça continua”.

“Mad Max 2” de 1981 é um filme com um visual ainda mais apurado, com um roteiro muito melhor desenvolvido e com cenas de ação ainda mais mirabolantes e inventivas. O filme acabou se tornando um divisor de águas não só na carreira de Miller, mas também para todo cinema de ficção cientifica. Pois, o longa se tornou uma referencia no jeito de fazer filmes sobre mundos apocalípticos: cenários destruídos e desoladores; figurinos bizarros e arrojados que reforçam a loucura dos personagens; Etc;

É importante ressaltar aqui também que as influências, visuais e estilísticas, de Mad Max vão muito além do cinema. Essas influências podem ser notadas também nos jogos (Fallout ou Borderlands), na moda, na música e etc. Enfim, Mad Max se tornou uma obra que faz parte do um inconsciente coletivo.

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Em 1985 foi lançado o terceiro filme da série. “Mad Max 3: A cúpula do trovão” que foi produzido dentro do esquema de Hollywood, o que obrigou Miller a fazer uma série de concessões com estúdio em busca de um publico ainda maior. “Mad Max 3” é um filme esquizofrênico, que vai do clima perigoso e desolador dos anteriores, até uma aventura infantil (divertida, mas destoante do resto do filme), para só depois voltar a ser um filme de perseguição “automobilista enlouquecida” como no segundo. Enfim, um filme bom, mas meio perdido entre tentativa de ser um sucesso de publico e uma obra instigante e criativa.

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Depois de “Mad Max 3” Miller já havia perdido o gosto pela sua principal cria, então ele buscou fazer filmes de temática e estilos diferentes. Seu primeiro longa após Mad Max foi a divertida comédia “As Bruxas de Eastwick (1987)”. Em seguida foi a vez do melodrama “O óleo de Lorenzo (1992)”. Mas, o filme mais interessante de Miller após Mad Max é realmente, o improvável, Babe – O porquinho atrapalhado (1995) cujo ele escreveu o roteiro e produziu. A direção é do amigo Chris Nooman. Uma bela fabula infantil que chegou a ser indicada ao Oscar de melhor filme.

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Miller voltou a dirigir em 1998, na continuação “Babe – O porquinho atrapalhado na cidade”. O filme é uma fabula, um tanto sombria e maluca, que conta história do “porquinho pastor” e sua dona perdidos agora na cidade grande. O filme é um tipico longa do Miller com direito a cachorro de cadeira de rodas, personagens estranhos, ângulos de câmeras poucos usuais e etc. É quase um “Mad Max com porquinho”. O resultado dessa ousadia foi um filme de recepção mediana, onde as crianças não entenderam muito a brincadeira. Mas, de qualquer forma “Babe 2” é um ótimo filme na minha opinião.

Em 2006 Miller acabou sendo premiado com um Oscar (de melhor animação) por um filme ainda mais improvável, a animação “Happy Feet: O pinguim”. A animação sobre o pinguim dançarino é um filme interessante (e bonitinho) sobre se encontrar no mundo e questões ambientais urgentes. Questões essas que o filme discute de forma bastante inteligente e leve. Depois disso Miller dirigiu a continuação “Happy Feet 2: O pinguim” que apesar de ter tido um sucesso relativo, não teve o mesmo impacto do primeiro filme.

Por fim, no dia 14/05 (amanha) George Miller vai está de volta com uma nova versão do seu principal trabalho “Mad Max”. “Mad Max: Estrada para fúria” que promete sacudir um pouco o “cinemão careta” que estamos vivendo.

Mad Max (1979)

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Sinopse: Num futuro próximo, o combustível que alimenta os motores dos carros é também motivo para crimes perpretados por violentas gangues. Max é um jovem policial e junto com seus companheiros patrulha as estradas a fim de impedir a ação daqueles que insistem em perturbar a paz. A morte de um membro pelas mãos de Max dá início a uma série de crimes cruéis cometidos contra sua família e o melhor amigo. Assim, Max só tem uma escolha: vingança.

Por que ver: O filme é muito inventivo nas escolhas técnicas e estilísticas: cenários desérticos e destruídos, personagens malucos, figurinos criativos e incomuns e etc. É incrível notar também como Miller consegue criar ótimas cenas de ação e tensão com pouco que tem.

Um longa que funciona e impressiona pela sua inventividade.

Curiosidades:

  • Ainda antes do início das filmagens era intenção dos produtores que o intérprete de Max Rockatansky fosse um ator com aspecto bruto e desconcertado. Um dia antes do teste para o filme Mel Gibson cortou o rosto em uma briga de bar, o que acabou ajudando-o a conseguir a personagem.
  • Aproximadamente 20% das cenas inicialmente previstas no roteiro não chegaram a ser rodadas, devido a dificuldades com o orçamento do filme. A van que é destruída logo no início de Mad Max pertencia ao diretor George Miller, que a utilizou em cena devido ao apertado orçamento que o filme possuía. Até 1998 Mad Max estava no Guinness Book como o filme de maior retorno/custo na história do cinema. Isto porque o filme custara US$ 400 mil aos seus produtores e arrecadou mais de US$ 100 milhões nas bilheterias de todo o planeta.
  • A voz do ator Mel Gibson em Mad Max foi dublada na versão exibida nos cinemas americanos. Tal decisão foi tomada pelos produtores após assistirem o filme e considerarem que o público norte-americano teria dificuldades em compreender o sotaque australiano que Gibson tinha na época.
  • Vários carros utilizados no filme eram antigas viaturas da polícia australiana.Outros foram repintados várias vezes para serem usados em cenas diferentes.
  • Uma das cenas do primeiro filme de Jogos Motais é baseada na cena final em que Max Rockatansky algema o personagem “Johnny the boy” e da um serrote para cortar a perna e se livrar das algemas (Que eram muito resistentes) antes que a gasolina exploda.

Fonte das curiosidades: http://pt.wikipedia.org/

Mad Max 2: A caçada Continua (1981)

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Sinopse: A disputa pelo petróleo acabou gerando uma guerra entre as potências mundiais de proporções catastróficas. As cidades entraram em colapso. O planeta se torna uma terra deserta e sem lei. Os remanescentes, desordeiros motorizados viajam sem controle em uma terra árida, buscando o mais escasso bem, a gasolina. Quem a possui tem o controle dessa terra devastada. Esta é a sociedade do futuro e em meio disso vaga Max um homem sem rumo, remoendo as dores do seu passado após perder sua família e o parceiro de polícia. Max segue por essa terra em seu potente Ford Falcon V8 envenenado percorrendo as estradas indiferente ao perigo.

Porque ver: O mundo está ainda mais destruído e insano. Max (Mel Gibson) agora vaga sozinho: usa um visual meio “motoqueiro pós-apocalipse”, acompanhado de um cachorro (uma clara versão canina dele, com pelos cinzas e tal.) e uma espingarda de cano cerrado. O filme eleva a enésima potência tudo que foi insinuado no primeiro filme. Ambientação espetacular. Cenários e figurinos incríveis e malucos. Cenas de ação excelentes, principalmente a fantástica perseguição final.

Enfim, “Mad Max 2” um dos filmes mais importantes do cinema e o momento máximo de Miller como cineasta. Tudo muito violento, surtado, insano… Um tipo de cinema que não se faz mais.

Mad Max 3: a cúpula do trovão

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Sinopse: Após a destruição da civilização surge Bartertown, uma cidade no deserto com regras primitivas e mortais que tem uma governante (Tina Turner) que deseja consolidar seu poder a qualquer preço. Até que lá chega Max (Mel Gibson) a procura de seu veiculo e pertences roubados durante suas viagens sem rumo. É então lá forçado a participar de uma luta e, por ter se recusado a matar seu oponente, acaba sendo banido no deserto. Até que um grupo de jovens selvagens o salvam e passam a considerá-lo um messias que os levará até uma nova terra.

Porque ver: Como disse no texto acima, esse longa é meio esquizofrênicos e perdido. O filme vai do mundo bizarro apocalíptico tipico da saga, para um Oasis com criancinhas tribais (meio Peter Pan) e depois volta a ser um filme de perseguição de carros (veículos bizarros em geral, porque aqui tem até um trem). O resultado é um filme mais leve e sem a mesma força dos anteriores, apesar de ter ótimos momentos.

Curiosidades:

  • George Miller, diretor dos dois primeiros filmes de Mad Max, perdeu o interesse no projeto depois que seu parceiro e produtor Byron Kennedy foi morto num acidente de helicóptero. Miller depois concordou em dirigir as sequências de acção, com George Ogilvie dirigir o resto do filme.
  • Existe um cartão de título no final que diz: “… Para Byron”.
    Tina Turner além de ter um papel de destaque, assina as músicas do filme. Incluindo o grande sucesso na época  We don’t Need Another Hero

Fonte das curiosidades: http://pt.wikipedia.org/

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