Vinicius de Moraes e o Cinema

Vinicius de Moraes2
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Vinicius de Moraes poeta,compositor,cantor e escrito foi também um cinéfilo.

O gênio das palavras também se dedicou à sétima arte de forma intensa.

Em 1945 colabora em vários jornais e revistas como e crítico de cinema.

Em 1947 em Los angeles, paralelo ao seu trabalho como embaixador, estudou cinema com Orson Welles e teve grande convivência com o meio cinematográfico de Hollywood.

Lança no mesmo ano com Alex Viany, a revista Film.

Em 1952 fotografa e filma com seus primos, Humberto e José Francheschi, as cidades mineiras que compõe o roteiro do Aleijadinho, com vistas à realização de um filme sobre a vida do escultor que lhe fora encomendado pelo diretor Alberto Cavalcanti.

Parte logo depois para a Europa, encarregado de estudar a organização dos festivais de cinema de Cannes, Berlim, Locarno e Veneza, no sentido da realização dos Festival de Cinema de São Paulo, dentro das comemorações do IV Centenário da cidade.

Em 1955,começa a trabalhar para o produtor Sasha Gordine, no roteiro do filme Orfeu Negro.

Orfeu negro um filme de produção ítalo-franco-brasileiro de 1959,dirigido por Marcel Camu tem como roteiro a adaptação da peça teatral Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes para o cinema.

Em 1959 Orfeu recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes(França),em 1960 ganhou Globo de Ouro na categoria melhor filme estrangeiro e no mesmo ano ganhou o Oscar de melhor filme em língua estrangeira.

Vinicius amava refletir sobre a sétima arte como pesquisador e crítico cinematográfico produziu análises aprofundadas sobre os trabalhos de Orson Welles, Charles Chaplin, Alfred Hitchcock, René Clair, Fritz Lang, Sergei Eisenstein, Vittorio de Sica e o brasileiro Alberto Cavalcanti.

Em 1991 seus artigos e criticas sobre cinema são reunidos numa coletânea e é publicado o livro O Cinema de Meus Olhos.

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Vinicius eternizou-se popularmente como o “poetinha”,o músico e compositor mas sua forte e pouca conhecida relação com o cinema é revelada neste livro.

“Amo o cinema. Amo a forma como o cinema enxerga o mundo.Vejo o mundo pela lenta da câmera.Vejo a realidade, o cotidiano sendo pincelado pela câmera.Ela mostra as imagens. Transmite ao mundo o que esta sendo visto.Através dela se vê as mais belas imagens.A violência no cinema transgride. Na realidade não posso ver sangue, mas nada como o liquido vermelho derramado sobre a tela grande.Nada como a violência mórbida e aguçante.Como pretensão à realidade, propriamente violenta que nos vivemos fora da tela.O jogo de cena, armas e morte. Não se faz um filme de violência se ela não parecer intencional. Tem seu porque de ser. Tem sua historia.Amo o cinema. Por ele pode ser assim tão incrivelmente ambíguo e às vezes esquizofrênico.Por ele ser a loucura inconsciente dos meus dias.Dessa paixão quase que obsessão pela sétima e mais bela das artes.Desse cinema que me enche os olhos. Que alimenta a minha alma inquieta.Meus pensamentos acelerados, meu estilo de vida confuso e minha visão de ensaísta e aspirante a cineasta.”

Trecho do livro O cinema de Meus Olhos de Vinicius de Moraes

Link do filme  Orfeu Negro completo:

https://www.youtube.com/watch?v=dGEVUHkJG1o

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